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Confiança no trabalho

Jean valoriza trabalho da comissão técnica e defende planejamento da equipe
Atualizado em 28-01-2019, 20:18

O Botafogo se reapresentou para a semana de prepação visando o jogo contra o Resende, quinta-feira, às 20h, no Estádio Nilton Santos. O Glorioso busca a primeira vitória no Campeonato Carioca e para isso terá que se doar ainda mais. Caracterizado por sua entrega e raça em campo, o volante Jean concedeu entrevista coletiva e falou sobre os próximos desafios decisivos para o Alvinegro. Jean, que busca sua melhor forma física e ritmo de jogo - sofreu lesão na coxa no fim da temporada passada - destacou a importância de manter o foco para alcançar os objetivos coletivos.

- A gente sabe que o Campeonato Carioca nos dá a possibilidade nos dá a oportunidade de somar pontos e pensar no quadrangular final. Não estou dizendo que estamos abrindo mão da Taça Guanabra, acredito que serão dois jogos importantíssimos para nós e que antecedem um jogo de Sul-Americana, nosso principal objetivo do ano. Não podemos pensar em somar menos que seis pontos nesses dois jogos - disse Jean.

Confira os demais trechos da entrevista coletiva do volante Jean:

O PLANEJAMENTO DA EQUIPE

- O Botafogo tem trabalhado com o que tem. Temos um grupo e não vamos ser levianos em dizer que temos um time milionário. A diretoria montou um grupo e existe todo um trabalho gradativo. Eu mesmo vim de uma lesão e precisava de um cuidado a mais. Não desmerecendo o início da Taça Guanabara, mas temos um jogo importantíssimo contra o Defensa y Justicia pela Sul-Americana. A mesma comissão e preparação física fez o nosso time terminar o ano passado subindo e não caindo como muitos times. A nossa equipe subiu de nível, temos um planejamento anual e isso vai de acordo com o que temos. O Zé também deu oportunidades para ver com quem ele pode contar no decorrer da temporada. Esses resultados em nada tem a ver com os profissionais que estão aqui dentro. Não estou falando balela, não vejo diferença alguma para qualquer profissional com quem tenha trabalhado no Brasil ou fora daqui.

EVOLUÇÃO GRADATIVA

- O que a gente sabe é que o resultado muitas vezes não condiz com a evolução. Tivemos uma evolução, conversamos entre nós e com a cabeça mais fria vimos que perdemos um jogo que estava sob nosso controle. Veio a cobrança, ninguém aqui é juvenil mais e o que sabemos é que a fase ruim vai passar. Tenho certeza que tem tudo para ser um grande ano para nós independentemente do quem tem sido esse começo para nós.

CONTROLE MENTAL PODERIA MUDAR O CLÁSSICO

- Acho que se a gente tivesse um controle mental maior a gente teria vencido o jogo. Não estou falando agora que futebol é psicologia, mas era a hora de pensar taticamente e nós, por excesso de vontade, fizemos algumas coisas em excesso. O que faltou para nós foi experiência. O Flamengo está mais cascudo que nós nesse sentido e faltou um pouco para nós. Não foi uma questão tática ou física. Poderia ter sido mais leve se tivéssemos tido um pouco mais de cabeça.

MUNICIAR MELHOR OS CENTROAVANTES

- Se eu tivesse a resposta eu iria explicar ao Tite sobre o Gabriel Jesus na Copa do Mundo. Não pode um centro-avante nosso ter uma oportunidade para fazer um gol. Não tem como chegar aqui para criticá-los se não estamos conseguindo trabalhar a bola tão perfeita para eles. Temos que começar a servir melhor nossos centroavantes. O Kieza brigou o jogo inteiro com o Rodolfo. Temos que usar o nosso centroavante.

AGUIRRE

- O Aguirre é um cara sensacional, que o tempo inteiro está demonstrando o carisma dele. Que mesmo quando não está em campo tem aquele espírito uruguaio dele. Tenho certeza que, se sair, fará falta. Não sei se faltou adaptação, mas ele é diferenciado. Sempre incentivou todo mundo e só posso desejar o melhor para ele e que seja feliz para onde for.

Assessoria de Imprensa