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A diferença faz parte do jogo

Caixa e Botafogo homenageiam Dia Internacional da Pessoa com Deficiência
Atualizado em 01-12-2018, 17h00


Em ação idealizada pelas Loterias CAIXA, quatro jogos da última rodada do Campeonato Brasileiro deste fim de semana terão ações promovendo a inclusão das pessoas com deficiência e sua participação no paradesporto. O Botafogo apoia a iniciativa.

Para chamar a atenção da torcida dentro e fora do campo, alguns jogadores usarão uniformes com números alterados, fazendo referência aos códigos que designam as diversas modalidades paradesportivas e suas classes. O objetivo é fazer com que os espectadores dos jogos fiquem curiosos para saber por que os números das camisas de seus ídolos estão acompanhados de letras e se interessem em conhecer melhor o mundo das modalidades paradesportivas.

O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é comemorado em 3 de dezembro, segunda-feira. Para marcar a homenagem, as duas equipes de cada partida vão vestir as camisas especiais: Atlético Mineiro X Botafogo e Flamengo X Atlético Paranaense, no sábado (2), às 19h00; e Bahia X Cruzeiro e Sport X Santos, no domingo (2), às 17h00.

Faixas com o slogan da campanha “A diferença faz parte do jogo” serão exibidas nos estádios no início e intervalo das partidas. Além disso, no jogo Sport X Santos, domingo, no Recife, os jogadores entrarão em campo acompanhados pelo velocista e recordista paralímpico Petrúcio Ferreira e por crianças com deficiência.

As modalidades paralímpicas são identificadas por letras e números. Por exemplo, F significa field (campo, em inglês) e diz respeito às provas de arremesso e lançamento do atletismo. O número representa o grau de comprometimento da deficiência. Quanto maior o comprometimento, menor o número. As alterações nas camisas serão realizadas sempre que houver compatibilidade com a nomenclatura correspondente. (Confira a tabela das modalidades e o significado de seus códigos abaixo).
A ação do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é realizada em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), entidade que rege o desporto paralímpico no Brasil, e que é patrocinado pela Loterias CAIXA. A iniciativa une a Caixa, maior patrocinadora dos esportes no país, e as Loterias CAIXA, maior patrocinadora dos paradesportos, num esforço para sensibilizar para a causa da pessoa com deficiência e promover o esporte paralímpico.

Conheça as modalidades e os números:

Atletismo

Provas de campo – arremesso e lançamentos:
F – Field (campo)
F11 a F13 – deficientes visuais
F20 – deficientes intelectuais
F31 a F38 – paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes e 35 a 38 para andantes)
F40 e F41 – anões
F42 a F47 – lesões na perna, braço e amputados de membros superiores
F51 a F57 – competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações)
F61 a F64 – amputados de perna que competem com prótese
 
Provas de pista – corridas de velocidade, de fundo e salto: T – track (pista)
T11 a T13 – deficientes visuais

T20 – deficientes intelectuais
T31 a T38 – paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes e 35 a 38 para ambulantes)
T42 a T47 – lesões na perna, braço e amputados de membros superiores
T51 a T54 – competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações)
T61 a T64 – amputados de perna que competem com prótese
 
Bocha
BC1: opção de auxílio de ajudantes (podem estabilizar ou ajustar a cadeira do jogador e entregar a bola, quando pedido).
BC2: não podem receber assistência.
BC3: deficiências muito severas. Usam instrumento auxiliar, podendo ser ajudados por outra pessoa.
BC4: outras deficiências severas, mas que não recebem assistência.

Futebol de 5 e Goalball
Os atletas são divididos em três classes, que começam sempre com a letra B
(blind, cego em inglês).
B1 – Cego total: de nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos até a percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção.
B2 – Jogadores já têm a percepção de vultos. Da capacidade em reconhecer a forma de uma mão até a acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a 5 graus.
B3 – Os jogadores já conseguem definir imagens. Da acuidade visual de 2/60 a acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de 5 graus e menos de 20 graus.
 
Natação
As classes sempre começam com a letra S (swimming). O atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito (SB) e o medley (SM).
S1 a S10 / SB1 a SB9 / SM1 a SM10 – nadadores com limitações fisicomotoras
S11 a S13 / SB11 a SB13 / SM11 a SM13 – nadadores com deficiência visual
S14, SB14, SM14 – nadadores com deficiência intelectual
 
Tiro Esportivo
SH1: atiradores de pistola e de carabina que não requerem suporte para a arma
SH2: atiradores de carabina que não possuem habilidade para suportar o peso da arma com os braços e precisam de suporte para ela.