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Zé Ricardo lamenta derrota nos pênaltis, mas garante Botafogo competitivo até o fim do ano
Atualizado em 04-10-2018, 10h00

Mais de 30 mil torcedores, clima positivo, pressão e vitória no tempo normal. Porém, faltou triunfar nos pênaltis para o Botafogo superar o Bahia e avançar na Sul-Americana. O técnico Zé Ricardo lamentou o resultado, mas garantiu um time competitivo até o fim da temporada, para fechar bem o Campeonato Brasileiro.

Confira os principais trechos da entrevista do treinador:

O JOGO

- A estratégia era iniciar forte, pressionar o Bahia, os gols aconteceram, placar formado no primeiro tempo. Vem para o segundo sabendo que precisa fazer um gol, mas se se lança de qualquer maneira e toma um gol, teria que fazer quatro. Jogo decidido em detalhes. Méritos do Bahia, que foi mais eficiente nos pênaltis. Uma pena, mas a gente vai seguir. Pode ter certeza que a gente vai fazer uma reta final de forma competitiva

OS PÊNALTIS

- Trabalhamos muito pênalti, da lista de 8 só quem não estava ali era o Brenner, que é um dos batedores. Quando entrou no alternado tinha Moisés, Pimpão e Igor Rabello. Como foi falado, Pimpão poderia abrir, Moisés pediu para bater na frente. Mas não foi esse o motivo, depois do Pimpão seria o Moisés também.

LATERAIS

- Têm muita personalidade os dois, sabem que estavam vivendo momentos difíceis com a torcida, mas são dois jovens. Marcinho foi batedor contra o Vasco na final do Carioca. Eles sempre batem muito bem, Calhou de perderem, faz parte do amadurecimento deles.

PRESSÃO

- Esse é um ponto positivo, poder ter feito boa partida. Bahia tem equipe forte, ataque poderoso, conseguimos segurar boa parte. Competição mata-mata tem outros aspectos psicológicos, acaba influenciando. Queríamos ter passado, agora é focar no Brasileiro.

GATITO RETORNA?

- Não só a torcida, mas todos nós ficamos na expectativa dele voltar. É um grande goleiro, também tem um rendimento muito grande em penalidade máxima. Mas é uma posição que exige muito da confiança do próprio atleta, tem que se sentir totalmente apto. Como não se recuperou 100%, ficou fora. É trabalhar dia a dia, esperar que se recupere para os próximos jogos do Brasileiro.

SUBSTITUIÇÕES

- No treino fechado a véspera alguns não treinaram, estavam com desgaste grande. A primeira substituição foi do Renato, situação de colocar um meia mais agressivo, trazer Lindoso para trás, Matheus estava com amarelo e tinha que marcar o Vinicius. Renato tem mais qualidade do meio para frente. E Luiz Fernando foi questão física, quase não joga. No momento falou que estava desgastado, saiu com dores no joelho. A gente entendia que o Aguirre poderia dar resultado contra lateral improvisado. E o Bochecha sentiu.

QUEDA NO SEGUNDO TEMPO

- Teve uma queda natural, as duas equipes têm jogado bastante, o acúmulo de jogo leva a isso. Ficou meio espaçado, tanto o Bahia poderia ter empatado, quanto a gente poderia ter feito o terceiro. São as marcas de um campeonato difícil.

REAGIR

- Agora é recuperar todo mundo, focar no Brasileiro. Primeiro objetivo é se afastar mais rápido da zona de rebaixamento. Quem sabe voltar à Sul-Americana por vaga direta via Brasileiro. Hoje ficou gostinho de frustração, a gente tem time pra buscar essa classificação.

MAIS TEMPO DE PREPARAÇÃO

- O pensamento imediato é esse. Se tem alguma coisa para aproveitar agora é a preparação de um jogo para outro. Não é a maneira como eu imaginei, como ninguém aqui imaginou, desejávamos muito passar de fase.

TORCIDA

- Quero agradecer o apoio da torcida, estádio cheio do jeito que estava. Infelizmente não conseguimos dar esse retorno para eles com a classificação.

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