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No hall do ídolo

Classificação sobre o Flamengo é marcante para Jefferson
Atualizado em 29-03-2018, 19:13

A vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo garantiu o Glorioso na final do Campeonato Carioca 2018. Uma atuação de muita garra da equipe, que superou a vantagem do empate por parte do rival e cravou a bandeira alvinegra no Maracanã. Um resultado especial pela recuperação do grupo, crescimento do trabalho e ainda mais importante para o ídolo Jefferson, que teve grande atuação e foi um dos personagens da classificação.

- Entrou para o meu "TOP5". Vejo esse jogo contra o Flamengo como um sonho de infância de todo jogador, não por ser o Flamengo do outro lado, mas pelo estádio, pelo clássico. Quando estava no Cruzeiro e enfrentávamos o Atlético Mineiro nós também jogávamos com a faca nos dentes. Fico feliz por sempre poder ajudar a equipe contra o Flamengo - disse Jefferson.

Jefferson concedeu entrevista coletiva no Estádio Nilton Santos e falou da alegria que tomou conta dos jogadores após a grande partida contra o Flamengo. Um sentimento merecido e que vai até hoje. No domingo o Botafogo terá uma decisão pela frente.

- A gente está eufórico até agora, comemorando. Uma classificação e precisávamos desse resultado, ainda mais como foi. Típico do Botafogo, com garra, determinação. No fim do jogo não tinha mais tática, valeu pela garra e ficamos felizes por ver nossos torcedores felizes não só pela vaga, mas por eliminar o Flamengo. Mas é claro que essa comemoração só vai até hoje, no domingo teremos uma final pela frente - destacou.

Confira os demais trechos da entrevista coletiva de Jefferson:

UM BOTAFOGO FORTE NA MARCAÇÃO

- Essa é a identidade do Botafogo. Quando perdemos os nossos jogos é quando fugimos da nossa característica de forte marcação. Contra o Flamengo a nossa marcação começou lá na frente e com a bola realmente jogamos. Disse a eles no começo da partida que deveríamos marcar como um time pequeno e jogar como um time grande, como Botafogo. A entrada do Carli foi muito importante, um cara que é um líder e de grande importância. A conscientização de todos que precisávamos marcar primeiro para depois jogar foi fundamental.

UM GLORIOSO AGUERRIDO

- Sem dúvida. O grande vencedor é aquele que aguenta a batida. A gente já está bem cascudo. O Botafogo tem essa identidade de aguentar o tranco e não é a primeira vez que passamos por isso. Claro que foi bem desgastante emocionalmente e fisicamente esse jogo, mas isso nos dá mais experiência para a próxima partida. Para que possamos sofrer menos e quem sabe agredir mais.

UM CAMPEONATO À PARTE

- Os torcedores nos encontram na rua e dizem que a final para eles é ganhar do Flamengo. Isso é para se ter a noção da dimensão dessa rivalidade.

ORGANIZAÇÃO FUNDAMENTAL

- A gente sabia que o empate era do Flamengo e quando você faz um gol numa equipe que precisa fazer o gol para vencer a tendência é desorganizarem. Tiveram que arriscar e aguentamos firmes, bem postados e ganhamos na organização.

BOA SEMANA DE TRABALHO

- Estávamos cientes de que se não passássemos pelo Flamengo a semana seria bem diferente. Precisávamos vencer esse jogo para respirarmos.

EXPERIÊNCIA E JUVENTUDE

- O futebol precisa dessa mescla entre jovens e experientes e o Carli é isso, um cara que joga firme, tem sua liderança. As pessoas falam que tem que ser o Carli por causa da bola aérea. Não é só a bola aérea, por baixo também. O vejo como um exemplo de um cara que saiu do time e seguiu treinando, respeitando os seus companheiros. Não abriu a boca e esse tipo de jogador tem o meu respeito. Os jogadores até falaram que querem que eu fale na roda e esse tipo de reconhecimento é bacana.

JEFFERSON TITULAR NA DECISÃO?

- Vou deixar essa bomba para o professor. O Gatito saiu da equipe para defender seu país e pude jogar. Vou deixar essa para o Valentim.

SEM ESCOLHER ADVERSÁRIO

- Claro que Fluminense e o Vasco são duas equipes com estratégias de jogo diferente. O Fluminense é uma equipe leve, que gosta muito de jogo, já o Vasco é um time de marcação muito forte. Teremos que estudar muito bem, uma estratégia para essa final. Vamos esperar para saber o que faremos no domingo. O que temos que repetir é a guarra que tivemos contra o Flamengo.

LUIZ FERNANDO

- Torcemos muito por ele, um jogador jovem e que é muito profissional. Sensacional nos treinamentos e ficamos muito felizes pelo gol. Eu não tinha visto a comemoração dele, mas faz parte do futebol, não fez para provocar e sim como um desabafo. Ele merece.

JOVEM VALOR E PERÍODO DE ADAPTAÇÃO

- O Luiz Fernando é um pouco tímido, retraído. Quando se chega num clube grande como o Botafogo o começo é difícil, até para se adaptar e conhecer a filosofia do clube. Não dava para cobrar, assim como agora. Está crescendo, evoluindo e que ainda poderá nos ajudar muito. Assim como ele é o Renatinho.

COBRANÇA PESSOAL

- Me cobro muito, às vezes até demais. Nesses anos no Botafogo eu me cobro nos treinamentos, jogos e fico muito chateado quando as coisas não acontecem como você planeja. Acontece, são coisas da vida, e nesses últimos dois anos muitas coisas não aconteceram. Lesões, fiquei fora da Seleção e a volta não é com o mesmo prestígio, faz parte do futebol, a fila anda. Voltei contra o Fluminense e foi muito difícil, tendo que mostrar muito e sem ritmo de jogo. Esse jogo contra o Flamengo foi também uma grande vitória pessoal. Fiquei muito emocionado mesmo. A aposentadoria é a minha ideia, mas não quero mais pensar nisso durante a minha trajetória. Quero muito levantar essa taça do Carioca.

A VOLTA POR CIMA

- Vejo que o futebol não dá muito tempo para lamentar e nada melhor que um dia após o outro. O que me motivou muito é que o futebol dá a oportunidade de dar a volta por cima no próximo jogo, ainda mais nessa competição, que está muito confusa. Já tínhamos passado por tudo nessa competição, era tudo ou nada e esquecemos o jogo contra o Fluminense para olhar o jogo contra o Flamengo. Temos jogadores jovens no grupo, mas os experientes foram fundamentais nos bastidores para reerguer o grupo.

Marcos Silva