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Pensamento do grupo

Emerson vê cobrança com naturalidade e reforça 'algo a mais' para vencer
Atualizado em 16-05-2014, 15:05

O Botafogo se reapresentou nesta sexta-feira após o revés contra o Goiás, na última rodada, e já volta as suas atenções para o jogo contra o Grêmio, quarta-feira, em Caxias do Sul. Em entrevista coletiva, Emerson Sheik esclareceu sua declaração pós-jogo sobre o empenho da equipe, entre outros assuntos.

"A minha entrega em todos os clubes que eu passei foi da mesma maneira. Minha carreira é marcada por essa entrega. O que foi dito após o jogo contra o Goiás foi muito parecido com o que disse contra o Criciúma. A única diferença é que perdemos o jogo e, quando se tem um resultado negativo e um atleta da uma declaração como eu dei, gera uma repercussão negativa para fora, mas não dentro do grupo. Me incluí dentro dessa cobrança também  e todo mundo está de acordo. Caso isso não aconteça é melhor cada um ir para a sua casa", falou Emerson.

Sem medir palavras, Emerson foi direto quando perguntado sobre o empenho dos jogadores dentro dos jogos. O experiente atacante não vê o time de 'corpo mole' em campo, mas pensa que precisa ter algo a mais para vencer dentro de um campeonato muito difícil.

"Existe uma série de coisas que eu acredito que tenham que mudar. A gente sempre está falando dos assuntos que envolve. Nos meus momentos de superação em grupos que passaram pela mesma situação que estamos, eu acredito no algo a mais. Foi o que eu falei na saída do estádio, pode um pouquinho mais. Tenho visto um time empenhado nos treinos e nos jogos, mas muitos times também estão. Então temos que ter mais que 100% para vencer", comentou Sheik.

Quanto à qualidade do elenco, Emerson foi categórico e não poupou elogios. O treinador Vagner Mancini também foi lembrado na análise do atacante alvinegro.

"Cheguei no Corinthians em 2011 e era um time no papel muito abaixo do que é o Botafogo hoje, mas a gente sabe que o futebol é um pouquinho a mais que isso. Não basta só nome. Temos um grupo muito qualificado e o Botafogo foi muito feliz com a contratação do Mancini, que tem o grupo na mão e uma visão diferente do futebol. Ou seja, já começamos bem pelo comando e acho que o clube tem um time capaz. Por alguns motivos, talvez tenha desgastado um pouco e mexido com a cabeça dos atletas. É um grupo capaz de dar um grande passo esse ano, mas que precisa resgatar seus valores", frizou o camisa 7.

Satisfeito com seu desempenho nos primeiros jogos pelo Glorioso, Emerson destacou seus números dentro de campo, além de reforçar a satisfação de atuar pelo clube.

"Se a gente for falar de números eu tenho que estar satisfeito, não só pelos gols, mas por tudo que envolve. Eu cheguei em um grupo que passava por um momento difícil, fui contratado para a judar e vim justamente com esse pensamento. Quando decidi vir para o Botafogo eu vi veracidade nas pessoas. Estou satisfeito  e é muito bom jogar aqui. É um clube maravilhoso de se jogar e eu estou super feliz na posição e na maneira que estou jogando", declarou Sheik.

Emerson tem exercido um papel importante na equipe. Artilheiro do time com 3 gols e voz ativa dentro do grupo, o camisa 7 minimizou a questão da liderança, mas dividiu a responsabilidade com os outros atletas experientes do grupo.

"Eu tenho 35 anos e morei 11 anos fora do Brasil. Voltei para o país em 2009 e só ai as pessoas passaram a me conhecer. Acho que não é ser humilde demais, mas de fato eu não vejo essa liderança toda. Com a experiência que adiquiri no futebol eu tento colaborar e aqui dentro do Botafogo, junto com o Jefferson, Bolívar, Julio Cesar... Consigo dar minha parcela de contribuição. Quando falamos de um esporte que é coletivo, cada um contribuindo de uma maneira, já é importante", concluiu Emerson.

Marcos Silva