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Equilíbrio

Jair valoriza empate no Pacaembu e vê Botafogo confiante por vaga na Libertadores
Atualizado em 19-11-2017, 21h00

Sem desespero no resultados ruins ou euforia nas vitórias, o Botafogo de Jair Ventura tem sido marcado pelo equilíbrio em 2017. Após duas derrotas em casa, o time empatou em 0 a 0 com o São Paulo, neste domingo, no Pacaembu, e se manteve na zona de classificação para a Libertadores, agora com 52 pontos.

O técnico Jair Ventura valorizou o resultado e a postura da equipe, lembrando que faltam apenas dois jogos para confirmar o objetivo. Confira os principais trechos da entrevista coletiva:

EMPATE FORA DE CASA

- A gente continua andando. Vai passar confiança, mostrar que o Botafogo não abdicou de sua vaga. A gente está na zona de classificação ainda, temos mais dois jogos para conseguirmos nosso objetivo. Só vai ser conquistado na última rodada, como foi no ano passado. Está tudo em aberto. Botafogo segue confiante.

PROTESTO DE SÁBADO

- A pressão no futebol é normal, desde que não tenha agressão e não atrapalhe o trabalho. Nós fomos prejudicados. Essas pessoas que invadiram o treino não nos deixaram trabalhar. Eu falei antes da partida, antes de qualquer resultado, isso não é benéfico. A gente tem uma rotina, um calendário muito cheio, poucos dias de trabalho, já que em 48 horas você tem o trabalho de recuperação. A gente não conseguiu trabalhar no único dia que tinha. Vocês viram que eu fiz uma formação diferente e foi mais na base do vídeo e da conversa. A gente foi impedido de trabalhar, o que a gente é pago para fazer. É uma pena. A pessoa achou que ia ajudar e acabou prejudicando.

O JOGO

- Partida muito equilibrada. As duas equipes buscando o gol. Qualquer um que saísse com a vitória, acho que seria justo pelo número de chances criadas. O Botafogo não abdicou por jogar fora de casa, pelo contrário, começamos até pressionando o São Paulo. Avaliando o resultado, pela circunstância não é bom. Mas olhando por outro prisma, você jogando contra o São Paulo em sua casa, buscando seu objetivo dentro da competição, então não pode desfazer de um ponto.

VOLTA DE ROGER?

- Estava conversando isso agora com o Ednilson (Sena), nosso preparador físico. Vamos lá, a gente está trabalhando para isso. Ele perdeu 4 kg de massa magra, requer um tempo. Quando jogadores voltam das férias para uma pré-temporada, já voltam muito abaixo. E o Roger ficou parado total, isso tem até um risco. Então a gente vai conversar muito com nosso departamento de fisiologia e ver quanto tempo vamos poder usar o Roger.

ENTREGA DO TIME

- Marca que foi o ano todo, um time valente, que começou antes de todo mundo e que chegou mais longe que todo mundo tirando o Grêmio e Cruzeiro. Fomos à semifinal da Copa do Brasil, às quartas de final da Libertadores e estamos na zona de classificação. Apesar das nossas dificuldades, estamos brigando sempre entre os melhores do país.

- Fizeram boa partida, de muita entrega, organização tática, acho que é uma marca desse Botafogo. Time que não se entrega, briga por todas as bolas, não falta competitividade. Foi um jogo bom, equilibrado. Lógico que quem assiste quer ver gols, não teve, mas tivemos bastantes oportunidades. As duas equipes buscando, acho que o resultado foi justo.

CASO BRUNO SILVA

- O treinador tem o papel mais importante de ser gestor de pessoas. Sempre falo quando me perguntam, sou o treinador mais jovem da Série A, os jogadores não vão me respeitar pelos meus cabelos brancos, mas sim pelo meu conhecimento, conduta, caráter, como lido com eles. Assim que conquisto eles, e com o Bruno não é diferente. A gente conversou com ele, que teve a humildade de pedir desculpas. É um momento de cabeça quente, eu entendo muito bem porque ele é muito competitivo como eu. E apesar de ser jovem, tenho idade acima da dele e eu fiz muita coisa para melhorar nesse aspecto. Quando você perde e tem a situação que aconteceu com ele, você fica chateado. Isso já passou, importante agora é que estamos fortes e focados.

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