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Jair diz que grupo honrou camisa e revela pacto por nova ida à Libertadores
Atualizado em 21-09-2017, 02h00

Uma sensação dolorosa, de que o final poderia ter sido diferente. Assim saíram os botafoguenses do estádio após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, pelas quartas de final da Conmebol Libertadores. Afinal, o Botafogo jogou bem, teve chances e poderia ter saído com a vitória.

A tônica da coletiva de Jair Ventura foi essa. Com orgulho do seu grupo, o treinador lamentou o resultado e revelou um pacto para recolocar o Glorioso na Libertadores em 2018.

Confira os principais trechos da coletiva:

O JOGO

- Primeiro tempo muito bom, se não o melhor fora de casa, não conseguimos fazer o gol. A equipe se portou bem. Na última vez que sentei aqui perdemos de 2 a 0 e não fizemos um grande jogo. Hoje foram 8 finalizações no primeiro tempo. O segundo foi equilibrado, depois do gol não teve mais jogo. Fica passando um filme por tudo que passamos, pré-Libertadores, perde a classificação jogando melhor. Honramos essa camisa e instituição. Fico muito triste pelo grupo, merecia classificação e algo maior. Difícil manter esse grupo, vem janela, novos jogadores, esse merecia um título. Foram guerreiros e deram o máximo. Infelizmente não deu. O Botafogo gostou de disputar, vai forte no Brasileiro para ir de novo ano que vem é mais longe.

RIVAL

- OGrêmio não fez um grande jogo hoje, outras vezes sim. Fica dor maior. Grêmio é vice Brasileiro, ano fantástico, ganharam sendo eficientes no gol de bola parada. Mérito do gol e de acabar o jogo. Tudo parou. Muito pouco tempo de bola rolando. Não tivemos capacidade de fazer o gol, mas honramos a camisa e o grupo está de parabéns.

PROPOSTA DE JOGO

- Respeitamos, mas ficou claro que não conseguimos jogar na Copa do Brasil. Não tem time de covarde, quer jogar, corre riscos. Quando tem menos chances e vence não vai correr tantos riscos. Quando se abre vantagem pode jogar em transição, mas quando precisa vai jogar. Não jogamos por uma bola, representamos uma grande equipe, mas infelizmente não foi o suficiente.

PACTO

- Ganham-se jogos com times, campeonatos com elenco. Jogamos mais de 40% do Brasileiro com time alternativo e estamos bem. Grêmio é forte mesmo com ausências. Fizemos pactos de buscar vaga via Brasileiro e vamos fortes.

CERA DO GRÊMIO

- Tiveram essa malícia, faz parte do jogo. Quem perde reclama. Conseguiram gelar o jogo, acabar. Mudamos nossa postura, apostamos em bola longa, Carli, Roger e Brenner. Não dá para reclamar de cera. Quem ganha é merecedor e está de parabéns. É bola para a frente.

3 ATACANTES NO FIM

- A gente treina, situação de fim de jogo, mata-mata, correr risco. Quase conseguimos. Carli e Roger escoraram. Tivemos 90 minutos de jogo apoiado, o fim de ligação direta.

VOLTA POR CIMA

- Fica um sentimento mais por tudo que construímos na Libertadores, participação impecável, honramos a camisa. Quando perde e adversário é superior, você fala que não deu. Hoje fica dor maior. Estamos supervivos no Brasileiro. A dor do torcedor é a nossa, mas honramos essa instituição.

- Temos o ano para cumprir, não acabou, tem bastante coisa para acontecer. Convidei para um pacto e buscar vaga na Libertadores. Voltar força máxima no Brasileiro, gostamos da competição, voltar mais fortes e maduros. Ir jogo a jogo sempre. Ser otimista mesmo no momento difícil. Ou se esconde embaixo do carpete ou vai mais forte.

TORCIDA

- Não posso reclamar da minha torcida, fez ano fantástico, grandes jogos. Não lotamos nossa casa porque as pessoas não conseguem ir a todos os jogos. Tenho certeza que sabem que honramos essa grande instituição e camisa.

VIRAR A CHAVE

- Tem até de manhã para ficar chateado, passar bola para a frente. Somos humanos, temos que focar chateados. Mesmo com a derrota, vocês viram que Botafogo fez partida superior, um grande jogo, mas infelizmente não venceu. Agora é virar a chave e ir forte no Brasileiro.

Danilo Santos