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Hora de reverter

Jair garante que resultados no Brasileiro não vão abalar time para jogos decisivos
Atualizado em 03-08-2017, 02h10

Teve a grande vitória sobre o Atlético-MG no meio, mas o foco das perguntas mudou para os quatro jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro. Após a derrota por 2 a 1 para o Palmeiras, nesta quarta-feira, no Estádio Nilton Santos, o técnico Jair Ventura analisou a fase do Botafogo e garantiu que ela não vai interferir no rendimento da equipe nas partidas decisivas da Conmebol Libertadores Bridgestone e da Copa do Brasil.

Apesar de naturalmente frustrado pelo placar, Jair mostrou tranquilidade e confiança para o Botafogo reagir. Confira os principais trechos da coletiva:

GOLS NO FIM

- É uma situação que tem chamado a nossa atenção, nossa análise de desempenho levantou isso. Preocupa. Maior incidência tem sido no fim partida, tem que levantar o porquê. Não dá para falar toda hora em cansaço, porque todo mundo tem competições, embora apenas Botafogo e Grêmio estejam em três. É levantar, corrigir e não se repetir.

ANÁLISE DO JOGO

- Primeiro tempo muito truncado, no segundo tomamos conta da partida, o que é de assustar, ter mais posse que campeão. Não adiantou. Sentimento de todos é de tristeza, mas vamos levantar a cabeça e voltar a vencer. Não vamos nos abater, porque temos um grande desafio sia 10 na Libertadores. Vamos reverter com dedicação e empenho para dar alegrias à torcida.

POUPAR JOGADORES

- Será mantido o planejamento. Que fique bem claro que não estamos abdicando do Brasileiro, que é difícil. São quatro jogos sem vencer, mas ninguém passou a gente. Não tenho que me preocupar com outras equipes, só com a nossa. Em alguns momentos vamos ter que poupar. Com força máxima já é difícil vencer, poupando corre riscos. Estamos em situação de dois mata-matas, clube nunca viveu isso em 100 anos. Vamos ter que descansar para entrar com força física maior.

PESO DOS RESULTADOS PARA DECISÕES

- Somos paixão e profissionalismo, o profissional fica na frente. Não vai interferir essa situação. Fica nítido na performance. Queríamos muito dar resultado positivo hoje após derrota, tivemos posse de bola, domínio, mas o Palmeiras virou Botafogo, time da reação e venceu. Mas isso não vai nos abalar para as outras competições.

- A lição que fica aqui é ficar ligado no fim do jogo, bola parada, treinamos mas nem sempre conseguimos êxito. Fico triste como o torcedor, mas vamos fazer o melhor para voltar a dar alegrias. Somos os responsáveis por reverter, queremos o mais rapidamente possível. Posso garantir que esses resultados não vão interferir nossa personalidade.

SUBSTITUIÇÕES

- Marcos Vinicius é 10 clássico. Se quisesse valorizar a bola, jogo de apoio, era ele. Mais agudo e vertical era o Léo. Depende do que pensamos para o jogo. Ele foi bem, jogou centralizado como 10, mas se movimenta, tem boa finalização, passe, mudança de direção. Botei ele porque preciso saber as características dele, antes de colocar direto em decisão. Temos jogos não mais importantes, mas mais decisivos.

- Matheus Fernandespediu para sair. Ou componho com volante, ganho o meio e perco força ofensiva. Ou com atacante ganho força e terço final. Precisando vencer, mais um volante ou atacante? Gol foi por dentro ou corredor? Foi do lado, dobra no Luis Ricardo, cruzamento e gol. Não posso ficar só com volantes estando precisando vencer. Essa análise fica mais em cima do resultado.

BRUNO SILVA

- Quando o médio faz gols chama mais atenção. Vejo oscilação, não só dele, de toda equipe. Todos vão ter. É importante ter elenco por isso. É difícil manter regularidade e alto padrão. Bruno Silva, por ser muito forte, chega bastante ao ataque. Tem sempre o maior número de ações de alta intensidade e distância percorrida. Mesmo quando não é decisivo com gols, é na parte defensiva.

CUCA

- Há nove anos entrava em General Severiano para fazer um estágio como auxiliar de preparação física e hoje estou competindo contra um grande treinador. Lembro que em uma final contra o Flamengo eu ficava olhando... Desejei bom jogo, e ele acabou me levando junto. Foi um cara com quem aprendi bastante. Um dos maiores estrategistas e fico feliz hoje sendo companheiro de trabalho.

Danilo Santos