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Legado do Clássico Vovô

Em um Botafogo x Fluminense, em 60, surgiu o Fair Play no futebol
Atualizado em 12-07-2017, 16h30

Botafogo e Fluminense medem forças na noite desta quarta, no Maracanã, pelo Brasileirão. O confronto é conhecido como Clássico Vovô por ser o mais antigo do país, mas algumas lições do tradicional duelo ficaram de herança para o futebol. Hoje os clubes realizarão ações em conjunto para promover a paz nos estádios. #PaznoFutebol

Não bastasse a incrível habilidade com as pernas, Mané Garrincha também se destacou pelo caráter e jeito humano de se relacionar com as pessoas. Certa vez, durante uma partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo entre Botafogo e Fluminense, em 1960, o alvinegro Quarentinha e o zagueiro Pinheiro, do rival, disputaram a bola. Após o choque, o tricolor teve uma distensão muscular.

Quem levou a melhor foi o Garrincha, que ficou com a sobra e de frente para o gol. Quando estava prestes a balançar as redes, ele surpreendeu. Chutou a bola de lado, proporcionando atendimento a Pinheiro. O gesto é considerado por pesquisadores como o primeiro sinal do que hoje conhecemos como Fair Play. Na sequência da jogada, ao cobrar lateral, Altair reconheceu que a bola não pertencia ao Fluminense e a perdeu propositalmente, como explica Ruy Castro no livro (biografia) do Mané.

"O Altair deu um jeito de perder aquela bola, e ali certamente se criou o fair play no futebol. É uma coisa maravilhosa que ficamos devendo a um Botafogo e Fluminense”.

A partida terminou empatada em 2 a 2.

Assessoria de Imprensa