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SELEFOGO BICAMPEÃ!

Há 55 anos (17/6/62), o Brasil conquistava a Copa do Chile com base de craques do Botafogo
Atualizado em 17-06-2017, 01:06

Há 55 anos (17/6/62), o futebol mundial rendeu-se ao Botafogo. Com a base da Seleção formada por jogadores do Glorioso (Nilton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo e Zagallo), o Brasil conquistou a Copa do Mundo do Chile. Mané foi o craque do torneio e Amarildo fez gol na final (Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia). Leia mais, abaixo, sobre a conquista!

O show de Garrincha

O mundo descobriu Garrincha em 1958 e, para azar geral dos rivais, em 62 ele estava na Copa do Mundo de novo, ainda mais genial. E o Botafogo enviou uma equipe reforçada para ajudar o Brasil a levantar mais uma taça. Além do Anjo das Pernas Tortas, os alvinegros presentes foram Nilton Santos, Didi, Amarildo e Zagallo.

Amarildo, conhecido como Possesso pelo seu jeito intenso de entrar na disputa por qualquer bola, teve uma missão monumental. Substituir o "insubstituível" Pelé, que sofreu séria contusão na segunda partida. Zagallo, que havia disputado a Copa de 58, porém sem ser jogador do Glorioso, era mais uma opção.

O Brasil caiu no Grupo 3, juntamente com Tchecoslováquia, México e Espanha. O primeiro jogo da Seleção foi contra o México. E adivinhem: de quem foi o primeiro gol da equipe brasileira na Copa do Mundo? De um jogador do Botafogo, é claro. Aos 11 minutos do segundo tempo, Zagallo recebeu cruzamento de Pelé e, de peixinho, abriu a contagem. Pouco depois, Pelé fechou o placar: 2 a 0.

Após o empate em 0 a 0 com a Tchecoslováquia, o confronto com a Espanha veio para dizer quem mandava. Substituir o insubstituível? Amarildo construiu sua própria história, bem longe da sombra de Pelé. Após o Brasil entrar em campo perdendo por 1 a 0, uma virada heróica comandada por Amarildo, aos 27 e aos 41 minutos. Muito prazer, Possesso.

O próximo desafio era contra a Inglaterra nas quartas de final. O dia 10 de junho foi inigualável. Depois de rabiscar pra cá, rabiscar pra lá, dar dribles e passes geniais, Garrincha mostrou que suas virtudes eram infinitas. Aos 31 minutos, em cobrança de escanteio, o baixinho de 1,70m subiu mais que os gigantes ingleses de quase dois metros e cabeceou para o fundo do gol, abrindo o placar. Pouco depois, porém, a Inglaterra empatou.

Na etapa complementar, a aula de futebol continuou: um chute de fora da área, que o goleiro não segurou. Vavá aproveitou e ampliou. Garrincha estava incontrolável. A sua atuação, conhecida por ter sido uma das mais impressionantes de um jogador na história das Copas, foi coroada com outro belo chute de fora da área, este indefensável: 3 a 1. 

A semifinal prometia ser complicada, afinal era contra a seleção anfitriã. Pode-se dizer que cerca de 76.500 torcedores tiveram a honra de ver mais um espetáculo de Garrincha, caçado em campo com entradas violentas, abrindo o placar aos 9 e ampliando aos 32 minutos do primeiro tempo. Vavá marcou outros dois e o Chile, por sua vez, fez apenas dois: 4 a 2.

Havia chegado a grande final. E, assim como em 58, um gol inesperado no início da partida. Se na Copa anterior coube a Didi acalmar os ânimos, desta vez Amarildo que teve esse papel. Dois minutos depois, o Posseso arrancou pela esquerda e finalizou empatando. Zito e Vavá fizeram os gols finais.

Garrincha encerrou a competição como artilheiro e virou manchete no jornal chileno "El Mercurio": "Garrincha, de que planeta vienes?".

Assessoria de Imprensa