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Trabalho sem holofote

Roger valoriza elenco alvinegro e vê Botafogo em crescente com os pés no chão
Atualizado em 01-06-2017, 17:31

O Botafogo voltou para o Rio de Janeiro com a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, o que mais uma vez comprovou a força do elenco comandado por Jair Ventura e derrubou mais um bocado de previsões contrárias ao sucesso do Glorioso. Autor do gol da classificação no empate em 1 a 1 contra o Sport, o atacante Roger falou sobre esse incômodo de muitos com o Fogão e destacou a capacidade da equipe de trabalhar com resultados e sem badalação. Domingo é clássico contra o Flamengo.

- Acho que nós temos um bom elenco, um bom time. Claro que se chegarem reforços certamente vão ajudar. Temos quarenta jogos para fazer no mínimo na temporada. Muita coisa pela frente. Jogamos de igual para igual contra qualquer time. Badalação não ganha jogo - disse.

O próximo adversário no Fogão será o Flamengo, domingo, às 11h, em Volta Redonda. Mais uma decisão na caminhada alvinegra, dessa vez pelo Campeonato Brasileiro. Roger falou

- Na verdade acabamos nos preparando para isso. Nos apresentamos em janeiro já com a faca no pescoço e até "eliminado" por muitos da imprensa. Aqueles quinze primeiros dias deixaram claro que seria um ano de decisão para o Botafogo. Estamos maduros para essas situações e domingo temos mais uma decisão. Já conversávamos hoje na academia que temos que vencer, buscar talvez a liderança. Aquela pressão do início nos deixou forte para a sequência do ano - destacou.

Confira os demais trechos da entrevista coletiva de Roger:

VIRTUDE DE JAIR VENTURA

- Acho que no futebol de hoje não existe muita diferença de um treinador para o outro, mas sim naa formação do grupo. Na questão do treinamento e no dia a dia é uma coisa muito prática. Mas uma coisa eu exalto o Jair, é um cara justo. O Airton estava muito bem, ficou fora de dois jogos e o Lindoso entrou e foi muito bem. E continuou na equipe. Ele têm deixado a rapaziada confiante e sabendo que todos podem ajudar. Talvez hoje o nosso fator de desequilíbrio no nosso time é o Gatito, mas nem mesmo ele está garantido como titular. Esse é o nosso diferencial.

GOL NA COPA DO BRASIL

- Maravilhoso, né. Não é fácil para um camisa 9 ficar sete ou oito jogos sem marcar. Foi um gol que trouxe um pouco de alívio e tranquilidade. As dúvidas desaparecem. Acabamos dando uma vacilada no fim, mas valeu pela classificação no fim.

FORÇA ALVINEGRA

- Quando você joga fora de casa e sai na frente a coisa facilita para você. Pode defender um pouco mais e contra-atacar. Dominamos o jogo contra o Bahia e Ponte. Temos um padrão de marcar forte e nos doarmos um pelo outro, que só assim vamos conquistar alguma coisa e isso está bem claro na nossa cabeça. Precisamos sempre propor o jogo.

PRAZER EM SERVIR

- Nunca tive essa coisa de fominha, de ser o "chuta-chuta". Sempre procuro achar o companheiro melhor colocado, assim como fui servido na jogada do gol pelo João.

JOGO CONTRA O FLAMENGO

- É sempre bom jogar um clássico, ainda mais contra eles. Tida por muitos como a equipe a ser batida no Brasil. Estamos preparados para esse jogo de domingo e fortalecidos com essas classificações. Vamos buscar do início ao fim. Temos o nosso sistema, jeito de jogar e não abrimos mão de isso. Desde o começo estamos assim e com todos acreditando no projeto que o Jair implantou. Estamos prontos para o domingo.

CLÁSSICO ÀS 11H

- Eu não gosto desse horário. Sou sincero. Pode ser ótimo para o torcedor, mas para nós atletas é complicado. Foge da rotina do que estamos fazendo. Para nós esse horário não ajuda em nada.

GERRERO?

- Acho um grande jogador, um bom centro-avante, mas também super-valorizado. Não vejo bem assim e no Brasil existe a mania de valorizar o que vêm de fora. O Fred, por exemplo, vejo como melhor que ele. É um bom jogador, joga numa grande equipe. Estamos prontos para pará-los.

MAIS MADURO

- A questão da  maturidade. Chegamos na idade que entendemos um pouco mais de futebol, que às vezes ficar de fora de um jogo vale muito mais do que jogar. Vinha de uma sequência absurda de jogos e não conseguia marcar. Cheguei para o Jair e disse a ele como estava. É um cara jovem, nossa diferença de idade é pouca. Gosto de futebol, assistir jogos. Sempre conversamos e a tendência do futebol é essa agora. O treinador falar e também ouvir.

Marcos Silva