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2016: o ano #BaseForte

Relembre e entenda o trabalho que levou a base alvinegra ao seu ano de ouro
Atualizado em 22-12-2016, 13:00

Grandes conquistas inéditas, jovens talentos revelados, um Botafogo forte, temido e respeitado. Exatamente assim foi o ano de 2016 das categorias de base do Glorioso. Vamos aqui, relembrar os feitos, detalhar o trabalho realizado e contar a história do ano de ouro da #BaseForte alvinegra.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/SSPress/Botafogo
Inédito na história, Botafogo foi campeão do Brasileiro Sub-20 de 2016 (Vitor Silva/SS Press/BFR)

Com muito trabalho, dedicação, vontade e competência, a equipe de profissionais das categorias de base do Botafogo mostrou que é capaz alcançar grandes feitos e que o Glorioso vai, aos poucos, retomando seu status de clube formador. Responsável por conduzir a base, o diretor geral Manoel Renha, fez um balanço do ano e deixou registrada sua satisfação.

- Acho que 2016 foi um ano extremamente positivo, não só pelos resultados alcançados em competições, pois sem dúvidas, nos últimos 40 anos a gente não teve nada próximo comparando ao de 2016, mas também em relação ao trabalho desenvolvido, onde vamos procurar cada vez mais elevar o patamar. Quando você faz um ano como esse, ele passa a servir como parâmetro e o grande desafio é se manter sempre no topo. Acho que no geral foi um ano que superou as nossas expectativas, o que deixa a gente muito satisfeito. - afirmou.

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O Glorioso também conquistou o Campeonato Carioca Sub-20. (Vitor Silva/SS Press/BFR)

No que se trata de resultados dentro dos gramados, o Alvinegro fez história. Foram conquistas nacionais e internacionais. A principal, sem dúvidas, foi o inédito titulo brasileiro Sub-20, conquistado sobre o Corinthians dentro da Arena Corinthians, mas o Glorioso também fez bonito em muitas outras competições.

Ainda no Sub-20, a equipe do treinador Eduardo Barroca (Convocado para o Sul-americano Sub-20) faturou o estadual da categoria e foi vice-campeã da tradicional Copa Ipiranga no fim do ano. O Sub-17 chegou as fases finais da Taça GB e da Taça Rio e o Sub-15 foi campeão da Cruzeiro Cup (antiga BH Cup), além de terminar com o vice-campeonato carioca e da Copa Brasil-Japão. Nas categorias menores, o Fogão ainda faturou a Independência Cup no Sub-13 e no Sub-14.

Eduardo Freeland, gerente geral da base alvinegra, comentou sobre os resultados alcançados em campo, mas afirmou que a felicidade maior fica por conta de conseguir formar atletas para a equipe principal. Ele também relembrou as inúmeras convocações de atletas e de profissionais para as seleções de base.

- Foi um ano muito bom no sentido de resultados, só que o nosso objetivo principal, claro que é colocar os jogadores no profissional e a gente teve êxito nisso também. Foram mais de 10 atletas absorvidos, essa é a nossa maior vitória, para isso que estamos aqui. Mas é claro que os títulos na base são fundamentais para se formar um jogador com uma mentalidade vencedora. Além disso, também tivemos inúmeras convocações para as seleções de base, tanto de profissionais quanto de atletas, o que válida ainda mais a qualidade do trabalho feito aqui. - ressaltou.

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Equipe Sub-15 fez bonito e conquistou a Cruzeiro Cup em BH. (Divulgação Cruzeiro)

Por falar em promoção de atletas jovens aos profissionais, o Botafogo fez isso com muito cuidado e com uma eficiência durante o ano. No início, Ribamar, Marcinho e Matheus Fernandes fizeram a pré-temporada com o elenco principal. Ribamar se destacou e foi negociado, rendendo um dinheiro importante ao clube. Já Marcinho e Matheus Fernandes entraram em um processo de adaptação, juntamente com Diego, Victor Hugo, Victor Lindenberg, Yuri, Bochecha, Marcelo, Pachu e Gorne, subiam para treinar e desciam para jogar com o Sub-20. Tal ação, foi fundamental para a conquista do Campeonato Brasileiro pela garotada.

- A transição da base ao profissional é um dos momentos mais delicados do processo de formação. A gente tem tido um contato permanente com o futebol profissional, através do Jair, do Lopes e da comissão técnica de uma maneira geral. Além disso, eles têm um cuidado muito grande em acompanhar de perto nossos jogos importantes para monitorar o nível de performance dos atletas. O fato de termos esse contato permanente faz com que as informações tenham um fluxo mais rápido. Criamos um modelo onde os jovens fazem estágios no profissional, por um período pré-determinado e retornam para a base, para já obterem essa vivência. Quando eles sobem em definitivo, eles já estão mais preparados ao ambiente e prontos para conseguir o mesmo nível de performance alcançado na base e elevá-lo. - explicou Eduardo.

O CRÉDITO DA FOTO É OBRIGATÓRIO: Vítor Silva/SSPress/Botafogo
Ribamar subiu no início do ano e foi destaque no Alvinegro. (Vitor Silva/SS Press/BFR)

Para títulos, promoções e tudo que envolve o campo e a bola acontecerem, é preciso de muita atenção e cuidado para o que ocorre do lado de fora do campo. No ano de 2016, o Glorioso pensou em tudo e realizou ações fundamentais para a formação de seus jovens. Algumas ações de intercâmbios deram um salto de qualidade na formação. Rhuan e André, do Sub-17, foram passar um período na Roma, outros atletas foram para o Golden State, nos Estados Unidos, e ganharam uma bolsa para estudar durante um período.

Em parceria com o Brasas, a garotada agora aprende inglês ao lado de Caio Martins. O estádio, inclusive, recebeu melhorias em sua estrutura e hoje funciona como quartel general da base. Em ações sociais, as equipes visitam abrigos de acolhimento, instituições carentes e aprendem um pouco mais sobre a vida.

- O Botafogo entende que o atleta precisa ser formado em sua totalidade, não é só "o cara que entra em campo". Na verdade, o nosso grande desafio é formar o ser humano que joga. Dentro dessa linha, temos convicção que várias ações são necessárias. A estrutura física do clube teve uma evolução enorme esse ano, no campo, nos vestiários, em todo o Caio Martins, e eu acho que o grande responsável por isso é o Manoel Renha. Além disso, ainda temos o CEFAT com um nível excepcional e teremos General Severiano para o ano que vem, então nossa estrutura melhorou muito. Já as ações paralelas que fizemos com nossos atletas foram fundamentais para que eles tivessem uma percepção sobre o que é a vida. Temos que construir um jogador crítico e que pense em sua carreira, enfim tudo que está norteado no nosso documento orientador metodológico, ele tem essa essência e em cima disso que procuramos trabalhar. - disse.

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No intercâmbio, jovens alvinegros foram campeões pelo Golden State, nos EUA.

Diferentemente do comum, o Botafogo funciona hoje pregando sempre o respeito e isso inclui a relação também com as arbitragens, por exemplo. Membros das comissões técnicas alvinegras são orientados a focarem apenas nos atletas, evitando reclamações exageradas, pois a relação com os árbitros também é uma parte do processo formativo.Um outro ponto interessante é que todo atleta que não atinge o potencial técnico para permanecer no clube é indicado para um outro clube, é uma medida para evitar que sonhos sejam perdidos.

E aí, chegamos ao pilar de todo o trabalho. O sucesso alvinegro em 2016 não é por acaso, todos no clube trabalham muito para fazer um Botafogo forte e entender que no dever de cada um está a formação de jovens cidadãos que vestem o manto do Glorioso. Por isso, Freeland faz questão de dividir os créditos, os méritos e o trabalho, pois cada um tem uma parcela de contribuição.

- Costumamos ter várias ações internas. São diálogos, reuniões, ações que nos fazem refletir qual o nosso propósito fundamental. Do porteiro, passando por todas as áreas, comissões, departamentos, gerência, todos entendemos que o motivo de estarmos aqui é a formação dos nossos seres humanos que jogam, então é fundamental que haja essa integração e isso, talvez, seja o ponto alto do nosso trabalho. Temos uma rede de apoio aos atletas, temos ações que aproximam os responsáveis pelos atletas do clube, a gente têm várias ações sobre importância dos pais no processo, sobre a questão da educação formal, da escolarização. Tudo isso está integrado a todo esse processo que tem como pilar a formação dos cidadãos que entram em campo e jogam pelo Botafogo. - concluiu.

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Equipe de funcionários das categorias de base alvinegra reunida em Caio Martins.

É nítido que o trabalho não é simples, porém é necessário. O Botafogo, com muito carinho, está plantando para poder colher. Esperamos que todas as próximas colheitas sejam iguais ou ainda melhores que a de 2016. Com uma base forte, o clube de General Severiano será sempre forte!

Fabio de Paula