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Sonho concretizado

Jair Ventura destaca vaga na Libertadores e agradece ao elenco
Atualizado em 12-12-2016, 10h00

Jair Ventura assumiu o Botafogo na virada do turno, com o time na zona de rebaixamento. Com trabalho e comprometimento, o treinador conquistou bons resultados a ponto de o objetivo mudar durante a competição. Fugir do rebaixamento? Que nada. Vaga na Libertadores virou o alvo, embora ele não declarasse publicamente. Após a vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio e a meta atingida, hora de comemorar.

- Algumas pessoas me criticavam porque eu não tinha ambição. O que eu mais tenho na vida é ambição. Não gosto de vender sonhos. Gosto de concretizar. O objetivo interno sempre foi esse, por isso eu não falava a palavra. Mas como é bom falar Libertadores. Melhor estar do que falar. Prefiro fazer do que falar - destacou Jair, em entrevista após o jogo.

Confira outros trechos da coletiva:

FÉRIAS?

- As férias não vão acontecer. O meu objetivo era fazer o curso da Uefa no ano que vem. Já estou perdendo o curso da CBF, que começou na sexta. Segunda-feira estou indo para Granja. Quero estudar. Estou apenas começando. Quero buscar novos conhecimentos e me aprimorar.

AGRADECIMENTO AO ELENCO

- Hoje eu iniciei o jogo de maneira diferente. Às vezes é difícil, mas eu agradeci aos jogadores por tudo o que eles fizeram comigo, pela minha carreira. Se eu perco dois ou três jogos, eu não estaria aqui. Treinador jovem não tem jeito. A gente cobra renovação, mas não tem jeito. Abracei cada um deles antes da reza, parabenizei, agradeci por terem comprado a causa.

REFORÇOS

- A torcida quer grandes nomes, o Botafogo quer grandes nomes, mas temos que pensar na realidade do Botafogo. No ano passado a gente estava na Série B. Agora vamos para Libertadores. Essa nova gestão pegou uma terra arrasada, está arrumando a casa. Temos que ver a realidade do Botafogo. O que o clube passar, vamos sentar e ver o que dá para contratar dentro da realidade do clube.

CONFUSÃO ENTRE SASSÁ E AIRTON

- A função do treinador é buscar o equilíbrio. Na hora fiquei nervoso, lógico, mas foi uma situação de jogo. Vamos falar de coisa boa. Já foi resolvido. Lógico que não foi certo, mas é coisa de vestiário. Nunca expus nenhum atleta. Vou estar sempre por eles. Eles são os grandes responsáveis por o Botafogo estar na Libertadores.

TRAGÉDIA DA CHAPECOENSE

- Eu tentei trabalhar a parte psicológica nessa a semana. Nos primeiros dias, deixei eles no momento deles, não falei de tática. Cancelamos o primeiro treino. Não tínhamos cabeça. Essa cicatriz vai ficar nos nossos corações. O Caio Júnior era um amigo particular. A comoção foi muito grande. A gente não consegue mensurar a dor de cada um. Como eu falaria de tática? Não fiz. Fizemos de maneira gradativa, fui sentindo.

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