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Nota de Pesar

Botafogo lamenta morte de Seu Machado, funcionário mais antigo do clube
Atualizado em 20-08-2016, 15:08

Com profundo pesar, o Botafogo de Futebol e Regatas comunica e lamenta a morte de José Machado da Silva ou Seu Machado, como conhecido, na manhã deste sábado. No clube desde 1º de abril de 1956, era o funcionário mais antigo e, no seu último cargo, Administrador do CT João Saldanha. Querido por atletas, dirigentes e funcionários, conquistava a todos com uma educação ímpar e esforço contínuo de promover o bem e o melhor para o clube.

Trabalhou de perto com os maiores jogadores da história do clube, entre eles Garrincha, Didi e Nilton Santos, de quem sempre lembrava com orgulho. Por toda a sua experiência, era um grande transmissor dos valores e grandeza do clube para os atletas que chegavam, um importante figura em um clube tradicional como o Botafogo.

Por tudo o que representava, foi contemplado pelo Conselho Deliberativo com o título de sócio honorário. Aos 81 anos, parte para encontrar nossos grandes ídolos e deixa muita saudade, tornando-se um exemplo para os funcionários que carregam, todos os dias, a Estrela Solitária no peito.

O Botafogo decreta luto oficial e hasteia sua bandeira a meio-mastro em General Severiano. O clube manifesta sua solidariedade aos familiares e amigos de Seu Machado, este grande botafoguense que nos deixa.

Para conhecer mais sobre ele, relembre uma entrevista dada ao Site Oficial.

Quando chegou ao clube?
Seu Machado: 1º de abril de 1956

Por que está há tanto tempo no Botafogo?
SM: Por duas razões principais: sou botafoguense de coração e esta casa é maravilhosa.

Quais os jogadores você já viu passar por aqui?
SM: Grandes jogadores de todas as gerações vitoriosas do clube... a começar pelo gênio Mané Garrincha, Nilton Santos, Didi, Adalberto Leite, Paulo Valentim, Quarentinha, Mauricio, Mazolinha, Mauro Galvão, Túlio e todos os craques de 1995. Fica até complicado lembrar assim, tenho receio de esquecer alguém (risos).

Quais os grandes momentos vividos no clube?

SM: Vivi, realmente, bons e maus momentos. Mas prefiro ficar com os bons. O melhor momento que passei no clube, em toda a história, foi o título estadual de 57. Fomos campeões e fiz parte do grupo de apoio do técnico João Saldanha e de Paulo Amaral. Eu era a pessoa responsável por tomar conta da concentração. Guardo bem esta data pois foi com este título que passei a amar o Botafogo com toda a minha força.

Um jogo inesquecível?

SM: Título Carioca de 1962. Estava lá no estádio, quase apanhei. Quando o Garrincha fez o gol, saí gritando, pulando, comemorando. Em seguida, veio um flamenguista e me puxou pelo pescoço. Por pouco não me bateu.

Um jogador preferido?

SM: Ah, não tem como não escolher o meu velho Nilton Santos. Foi e é muito importante para todos nós. Vida longa para ele.

Qual a emoção ao ver o Botafogo campeão Brasileiro em 1995?

SM: Aquele grupo era muito bom. Tive uma sensação indescritível. Momento que será lembrado por mim para sempre, aquele grupo de jogadores era realmente muito especial. Eram diferenciados.

Um recado para os torcedores alvinegros?

SM: Vocês, torcedores, estão de parabéns. Sem a torcida este time não vai a lugar algum. Tem que apoiar mesmo. Tudo na vida é assim, este eterno perde e ganha. Mas temos que confiar e apoiar sempre.

Assessoria de Imprensa