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Meu bar é Fogo!

Série inicia em Duque de Caxias com "Furacão" e "Garrincha" na mesma família
Atualizado em 19-04-2016, 06:04

Bar e futebol tem tudo a ver, ainda mais quando o Botafogo domina o ambiente. Então que tal puxar uma cadeira e conhecer boas histórias de botafoguenses que uniram o trabalho à paixão pelo Glorioso? O Site Oficial do Botafogo abre a série de reportagens "Meu bar é Fogo!", uma oportunidade para conhecer alvinegros que respiram o nosso Fogão em seus estabelecimentos e ajudam a deixar o Brasil mais preto e branco.

A primeira rodada acontece em Duque de Caxias, mais precisamente em Santa Cruz da Serra. É lá que está o Bar do Jair, um botafoguense que carrega o Glorioso no nome e na vida. Então vista a camisa do Fogão e vem pra cá. Aqui a dose de Botafogo é por nossa conta.

Pai "Garrincha" e nome de "Furacão"

Jair é um cara simples, trabalhador e muito botafoguense. Talvez coisa do destino e uma certa pitada de predestinação. A tradição botafoguense na família começou com seu pai, o Sr. Manuel. Nada diferente se não fosse bem parecido com o nome do Anjo das Pernas Tortas. Com a exceção do "u", os nomes do ídolo do Botafogo e da seleção brasileira e do pai de Jair são iguais: Manoel Francisco dos Santos.

Meu Bar é Fogo! Com a camisa do Botafogo até no documento, Jair comprova o nome do pai semelhante ao ídolo Garrincha. (Foto: Arquivo Pessoal)

- Meu pai tinha o mesmo nome do Garrincha. Quando fui arrumar o meu primeiro emprego, a moça que me entrevistou era botafoguense e perguntou o nome do meu pai. Disse qual era e ela me questionou se era filho do Garrincha. Fui uma situação curiosa - contou Jair com um sorriso no rosto.

Garrincha ou não, a paixão de Manoel pelo Botafogo era grande e seu filho, nascido em 1970, só poderia ser um furacão de alegria para o lar botafoguense. Jair foi escolhido pelo Botafogo e tratou de passar o amor pelo clube ao seu filho Kaique, companheiro inseparável no bar e nos jogos do Glorioso.

- Eu já gostava do Botafogo por ele ter colocado o meu nome de Jair. Perguntei a ele e me disse que tinha sido por causa do Jairzinho, o Furacão da Copa de 70. Foi a época maravilhosa, o Botafogo mandava na seleção brasileira. Ele faleceu quando eu tinha 31 anos de idade e acabamos perdendo um grande botafoguense. Mas minha esposa engravidou do Kaique e chegou um novo alvinegro para suprir a falta do meu pai - falou Jair, orgulhoso da tradição alvinegra na família.

Meu Bar é Fogo!
A foto de Jair ao lado do pai não sai da caneca do Fogão (Foto: Arquivo Pessoal)

O BAR ALVINEGRO

O Botafogo é a vida de Jair. Não existe um lugar que não saibam que ele é botafoguense, seja pela vestimenta ou pelo famoso fusca com o escudo do Botafogo e personalizado em seu interior de preto e branco. O bar foi ganhando as cores do Botafogo com o tempo, muitos acessórios e boas recordações.

Meu Bar é Fogo!O fusca de Jair é personalizado com as cores do Botafogo (Foto: Arquivo Pessoal)

Meu Bar é Fogo!
Max, ex-goleiro do Botafogo, visitou o Bar do Jair: reduto alvinegro em Santa Cruz da Serra (Foto: Arquivo Pessoal)

- Toda vez que o Botafogo ganhava um título eu corria para banca, comprava logo uns três ou quatro posteres e já levava na vidraçaria para emoldurar. Não aguentava e já buscava no mesmo dia - lembrou Jair, que lamenta não ter algumas conquistas do Botafogo em sua parede.

E quem disse que sai de casa sem uma peça do Botafogo? Jair, como um bom botafoguense, é supersticioso e não abre mão de pelo menos uma peça do Glorioso no seu dia a dia. Pode ser uma camisa, um boné ou até um chaveiro. O Botafogo sempre está presente.

- Eu não tinha muitas camisas do Botafogo, mas nos meus aniversários a prioridade é sempre essa. Aviso logo. Não posso comprar muitas coisas oficiais, mas sempre ganho uns presentes dos amigos. Sempre tenho que estar com uma peça de roupa do Botafogo. Fui no casamento da minha irmã assim. Coloquei a camisa por baixo do paletó, mas já sabiam que eu estava uniformizado - disse Jair.

PAIXÃO DE PAI PARA FILHO

Sempre no bar, Jair cria seu filho Kaique ao lado da esposa Paula com uma missão: amar o Botafogo. O pai é aplicado quando o assunto é o Glorioso, mas garante que o menino já nasceu botafoguense.

- Passei essa paixão pra ele e ensinei desde cedo. Quando diziam que ele era o "outro time" ele cuspia no chão. Não demorou e me pediu uma camisa do Botafogo. Fui logo comprar! Hoje em dia ele gosta mais do que eu. É difícil perdermos um jogo quando assistimos juntos. Quando acontece a gente fica triste e se abraça. A gente ama mesmo esse time e não abandona - garantiu Jair com orgulho.

Meu Bar é Fogo! Fanático, Jair marcou presença no jogo do Botafogo em Xerém e realizou o sonho de conhecer o goleiro Jefferson. (Foto: Arquivo Pessoal)

No Bar do Jair os botafoguenses são fregueses e amigos mais que especiais e podem ficar à vontade, mas existem regras em dias de jogos do Fogão. O churrasco é certo e a festa é liberada, mas na hora do jogo...

- Gosto de ver jogo sozinho com meu filho. Às vezes até a mãe dele me atrapalha. E pode chegar qualquer um aqui, até amigo, se falar que a gente vai ganhar... O Botafogo perde! Eu nem deixo chegar perto. Estou mais aqui do que na minha casa. Os botafoguenses estão sempre convidados. Algumas pessoas aparecem, tiram fotos... Em dia de jogo do Botafogo eu sempre faço churrasco, mas antes do jogo! Quando a bola rola para tudo. É só Botafogo, uma cervejinha e um refrigerante para o meu filho. É só alegria - encerrou o primeiro botafoguense a abrir a porta do seu bar.

Também é dono de um bar botafoguense e quer ver sua paixão no Site Oficial do Botafogo? Entre em contato conosco através da nossas redes sociais. A próxima rodada pode ser com você!

 

Marcos Silva