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Para corrigir os erros

René Simões vê jogo duro contra o Nova Iguaçu como aprendizado para o time
Atualizado em 21-02-2015, 23:02

O Botafogo venceu o Nova Iguaçu de virada por 2 a 1, no Estádio Nilton Santos e chegou aos 16 pontos no Campeonato Carioca. Um cenário perfeito, mas longe de ter sido fácil. O Alvinegro saiu atrás no marcador pela primeira vez na competição, mas empatou e virou o jogo já no segundo tempo para seguir invicto no Carioca.

Em entrevista coletiva, o treinador René Simões falou sobre a exibição alvinegra diante do seu torcedor e colocou a situação adversa na partida como uma experiência nova para equipe. O treinador também elogiou a postura da torcida, que compareceu em peso e apoiou o time mesmo quando se perdia o jogo. Confira os principais trechos:

O BOTAFOGO NO JOGO


O time não estava acostumado a levar gols. Quando dominávamos a partida, sofremos o gol no contra-ataque. E não foi por acaso, porque nós armamos aquele contra-ataque. Saímos com um zagueiro e tínhamos um lateral na área do adversário. Quem estava para pegar o rebote sabe que é fundamental. Levamos o gol, e o time teve aquela oscilação, aquele momento de “o que eu faço?” Tranquilidade, arruma o time, esfria a cabeça sem sair do seu padrão. O time estava capenga, trabalhando muito pelo lado direito. Por isso ficaram Sassá e Jobson, um de cada lado. Faltava esse amadurecimento que vimos na partida de hoje. Ainda não tínhamos isso no nosso repertório.

BOTAFOGUENSES DE PARABÉNS

Sempre ouvi dizer que a torcida do Botafogo é impaciente e não dá suporte ao time. Hoje não teve isso. Ou me contaram algo que não e verdade ou quem estava aqui não era torcedor do Botafogo. Se foram mesmo os torcedores do Botafogo, estou encantado com o que fizeram.

SIMPLISMENTE JOBSON

Volto a repetir. Na minha cabeça, passa um processo diferente do que fiz com ele no Bahia. Lá eu dei carinho e aqui eu desconstruí publicamente para tirar o poder que ele achava que tinha. Lá em Várzea das Moças ele era a quarta opção. Foi à luta e buscou espaço. Por hoje, é um novo Jobson, foi a melhor partida que o vi fazer, integrado ao time. Hoje só uma vez ele foi o Jobson de sempre, no primeiro tempo quando chutou em vez de assistir o Bill. Não sei dizer se é um novo Jobson. Sei que profissionalmente ele está cumprindo todos os horários. Depende dele. Não estamos fazendo absolutamente nada especial, ele vem sendo tratado como todos os outros. Com firmeza, disciplina e justiça. Se for bem, vai ser elogiado, e quando for mal vai ser tratado com dureza.

ARBITRAGEM EM SEGUNDO PLANO


Não falo com a arbitragem, deixo eles trabalharem. Se eu fosse árbitro também poderia meter a boca quando o treinador fizesse uma substituição errada? Não acredito que alguém vai entrar ali para ganhar de forma premeditada. Falo sempre aos jogadores: quer ganhar o jogo? Vai lá e faz o gol.

BILL E WILLIAN ARÃO

Já vi muitas vezes minhas três filhas discutindo, é normal. O que não é normal às vezes é como vocês expressa a atitude. Hoje cobrei do Bill como cobrei do Carleto no jogo passado. O que não aceito é a atitude de partir para cima do outro. Isso não faz parte.

NOVAS OPÇÕES NO TIME


A equipe está montada. Existe um esboço e o princípio dos jogos estão caracterizados por eles. Agora posso ter bons problemas, como o Luis Ricardo, que já foi inscrito, e o Pimentinha, que vai ser inscrito para o próximo jogo.

HORA DO CLÁSSICO

Não vou fugir do meu padrão. Termino um jogo para começar a falar do outro. Por enquanto vou continuar falando do Nova Iguaçu. Só vou terminar quando reencontrar os jogadores e conversar sobre o que aconteceu na partida. Tenho medo de falar sobre algo que não pensei. Ainda tenho muito a falar do Nova Iguaçu.

O Botafogo terá uma semana cheia de preparação antes do primeiro clássico na temporada, diante do Flamengo, domingo, às 16h, no Maracanã. A partida promete, já que o Glorioso soma 16 pontos e lidera. O rival, com um jogo a menos, pode igualar a pontuação e entrar no dérbi em igualdade.

Marcos Silva