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Visão racional

René Simões exalta vitória e cobra postura do time com um homem a mais em campo
Atualizado em 11-02-2015, 21:39

O treinador René Simões comemorou a vitória por 3 a 0 sobre o Bangu, no Estádio de Los Lários, em Xerém. Olhando adiante, René vê o Botafogo no caminho certo e aponta alguns cuidados que devem ser tomados, principalmente contra adversários mais fortes.

- Fizemos 1 a 0 e parecia que o Bangu tinha um jogador a mais em campo. No segundo tempo, com as mesmas condições, o time foi outro. Essa foi a grande lição de hoje do Botafogo, tem que jogar os 90 minutos. Não desqualificando o Bangu, que vinha de uma ótima partida contra o Fluminense, mas se você pegar outro padrão não pode perder os gols que perdeu. No segundo tempo o Botafogo soube jogar e fica para nós que temos de pensar no jogo e no que temos que fazer com uma vantagem. É antecipar cenários - frisou René.

Confira os principais trechos da entrevista coletiva de René Simões em Los Lários!

JOBSON EM EVOLUÇÃO

- A exigência com ele é a mesma com todos, tanto que o Sassá deu um passe para o gol. Tenho dito para os atacantes que eles não tem só que fazer gol, mas sim participar do jogo como um todo. Você marca, desarma, cria o jogo e também assiste. Fico satisfeito por ele ter feito um gol porque ele tinha assistido três ou quatro bolas perigosíssimas e isso a gente não via nos jogos.

SEM DIFERENCIAÇÃO

- Não houve um castigo, mas um trabalho feito como com qualquer outro jogador. Não trabalho o Jobson de forma diferenciada, faço com todos. Queremos que todos evoluam e a conversa que tive com ele tenho com outros. Hoje foi  com o Mattos e o teor nós guardamos. Esperamos que o Jobson entre naquele processo que a gente quer muito que é o, penso e falo e faço e falo. Isso é muito legal e se for assim será um bom caminho.


TRABALHO COM A RAZÃO

- Eu não dei bronca no Jobson. O que temos trabalhado sempre é o emocional e o cerebral. Garanto que quando eu chegar em casa eu vou extravasar, mas no trabalho eu tenho que ser racional. Não tenho que vibrar com o gol, mas comentar alguma coisa. Foi um comentário sobre o posicionamento.

BILL


- Eu torci bastante por ele porque tinha um torcedor na arquibancada dizendo que, se o Bill não serviu para o Ceará, também não poderia servir para o Botafogo. Eu discordo dele. A maioria desses jogadores em algum momento da carreira não serviram para alguns clubes e foi justamente isso que norteou o nosso trabalho. Trazer bons jogadores que por alguma razão não foram bem nos clubes que estavam e dar a oportunidade de colocar essa estrela solitária maravilhosa no peito deles. Eu acredito no Bill, no seu esforço e na sua cooperação.

RODRIGO PIMPÃO

- Preocupa porque eu tinha um homem ganhando corpo. O Pimpão vinha muito ansioso no início e eu disse para ele ter calma para se achar no campo. Temos umas coisas muito rígidas e outras mais flexíveis e ele está muito bem no jogo fazendo o que ele quer e o que temos pedidos também. É importante colocar a técnica em jogo e o futebol brasileiro achou que só isso resolveria por muito tempo. Não é assim, o jogador não tem muito tempo no jogo e se ele não antecipar cenários, não consegue saber o que fazer.

DE OLHO NO SASSÁ

- No treino passado contra o São Cristóvão eu coloquei o Sassá de volante para começar a aprender a trabalhar a bola. Ele só queria correr com ela e isso não é jogar futebol. O jogo é tocar, passar, criar espaços e hoje ele estava perfeito. É um processo, o jogador vai maturando e nós vamos cobrando deles.

TOMAS BASTOS


- Na hora que ele estiver em forma o pessoal vai ver quem é o Tomas, porque eu já sei quem ele é. O Tomas é um jogador de puxar o jogo com velocidade. Ele tem características parecidas com o Jardel e falta para eles entenderem o momento em que um fica e o outro vai. Com o tempo eles vão ajustar isso e o futebol dele vai subir.

SEMANA DE TREINOS NO CARNAVAL

- Nós vamos ter uma semana para recuperar o Jardel e o Pimpão. É importante também no aspecto familiar. O jogador não é uma máquina e desde que nós começamos os atletas passaram o domingo com a família. Sei que isso não é bom para o clube financeiramente, ter um jogo no domingo é melhor por uma audiência maior, mas é muito bom ficar perto da família, o cara chega na segunda-feira renovado.

ATÉ O CLÁSSICO...

- O aprendizado é um processo contínuo. Depois do jogo contra o Flamengo nós vamos ter que continuar aprendendo. Quando você para e acha que está bom é complicado. Nós vamos ter que melhorar algumas coisas. Não podemos cometer erros e jogar por jogar. Não é assim e esse processo tem que ser melhorado. Quando se pega um time de maior qualidade isso complica a sua vida.

Marcos Silva